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Ana Luísa Amaral
Lyra Compoetics
Ana Luísa Amaral – Professora Associada aposentada do Departamento de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras do Porto, actualmente investigadora na Faculdade de Letras do Porto e membro da Direcção do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, no âmbito do qual coordena o grupo Intersexualidades. Tem um doutoramento sobre Emily Dickinson. As suas áreas de pesquisa são os Estudos Feministas, os Estudos de Género, as Poéticas Comparadas e os Estudos Queer. Coordenadora de projectos internacionais, financiados pela FCT, como a edição anotada de Novas Cartas Portuguesas (Dom Quixote, 2010) ou Novas Cartas Portuguesas 40 anos depois, que envolveu 10 equipas internacionais e cerca de 60 investigadores. É autora, com Ana Gabriela Macedo, do Dicionário de Crítica Feminista (Afrontamento, 2005) e organizadora de livros de ensaios como Novas Cartas Portuguesas entre Portugal e o Mundo (com Marinela Freitas, Dom Quixote, 2014) ou New Portuguese Letters to the World (with Marinela Freitas, Peter Lang, 2015). Tem em preparação um livro de ensaios.
É autora de mais de duas dezenas de livros, quer de poesia (como Minha Senhora de Quê, 1990, Coisas de Partir, 1993, Às Vezes o Paraíso, 1998, Imagens, 2000, Imagias, 2002, A Génese do Amor, 2005, Entre dois rios e outras noites, 2007, Inversos, Poesia 1990-2010, 2010, ou Vozes, 2011), quer de teatro (Próspero morreu, 2011), quer infantis (como Gaspar, o Dedo Diferente, 1998, A História da Aranha Leopoldina, 2011, A Tempestade, 2012, ou Como Tu, 2013), quer de ficção Ara (Sextante, 2013). As suas obras mais recentes são Escuro (Assírio & Alvim, 2014), E Todavia (Assírio & Alvim, 2015), ou 31 Sonetos de William Shakespeare (Relógio D’Água, 2015).
Traduziu diferentes poetas, como William Shakespeare, John Updike (Ponto Último e Outros Poemas, Civilização, 2009), ou Emily Dickinson (Duzentos Poemas de Emily Dickinson, posfácio e notas, Relógio D’Água, 2014).
Em torno dos seus livros de poesia, de teatro e infantis foram levados à cena espectáculos de teatro e leituras encenadas (O olhar diagonal das coisas, A história da Aranha Leopoldina, Próspero morreu ou Amor aos Pedaços). Em 2016, sairá, pela Peter Lang, um livro de ensaios sobre a sua obra (Power and Beauty in the Poetry of Ana Luísa Amaral, eds. Claire Williams and Teresa Louro).
Os seus livros estão editados e traduzidos em vários países, como Espanha, Brasil, França, Suécia, Holanda, Venezuela, Itália, Colômbia e, em breve, na Alemanha e no México. Os seus mais recentes livros no estrangeiro são Ara (Iluminuras, São Paulo, 2016) e The Art of Being a Tiger (transl. Margaret Jull Costa / ed. and intr. Paulo de Medeiros), Oxbow Press, 2016.
Obteve diversos prémios, entre os quais o Prémio Literário Correntes d’Escritas, o Premio di Poesia Giuseppe Acerbi, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio António Gedeão ou o Prémio PEN, de Ficção.
Arturo Casas
arturo
Doutor en Filoloxía Hispánica (1996) e profesor titular de Teoría da literatura e Literatura comparada na Universidade de Santiago de Compostela (1998). Os campos fundamentais que atendeu como investigador son a obra de Rafael Dieste e os seus núcleos de acción cultural e política durante a Segunda República e o exilio, o pensamento estético-literario contemporáneo, as poéticas de resistencia, os estudos sistémicos sobre cultura e literatura, a metodoloxía da Historia literaria, o ensaio na modernidade e a poesía dos séculos XX e XXI, con especial atención á galega nos períodos 1916-1936 e 1976 en adiante. Entre as publicacións recentes pódense sinalar edicións da poesía de Uxío Novoneyra (2010) e Salvador García-Bodaño (2014), así como os volumes Performing Poetry: Body, Place and Rhythm in the Poetry Performance (2011) e Resistance and Emancipation: Cultural and Poetic Practices (2011), dos que foi coeditor. Unha relación completa de publicacións figura no seu web académico na USC.
É director do Centro de Investigación de Procesos e Prácticas Culturais Emerxentes, constituído en 2010 por oito grupos de investigación. Co Grupo Alea de Análise Poética e o Consello da Cultura Galega activou en 2011 a base de datos e repositorio dixital poesiagalega.org, da que é editor. Colaborou en traducións de poesía estonia, irlandesa, italiana e árabe.
Burghard Baltrusch
bb
Burghard Baltrusch é responsável da I Cátedra Internacional José Saramago (http://catedrasaramago.webs.uvigo.gal), professor de Literatura em Língua Portuguesa e membro do grupo de investigação BiFeGa na Universidade de Vigo. Desenvolve pesquisas sobre as obras de Fernando Pessoa e José Saramago, a poesia galega e portuguesa dos séculos XX-XXI, como também em teoria da tradução. Integrou diferentes projectos de investigação sobre a poesia contemporânea e, actualmente, dirige o projecto Contemporary Poetry and Politics. Research on Contemporary Relations between Cultural Production and Sociopolitical Context (POEPOLIT, FFI2016-77584-P, 2016-2019); coordenou vários programas de doutoramento; foi presidente da Asociación Internacional de Estudos Galegos e organizou numerosos congressos e colóquios internacionais. Publicou ou editou, entre outros, os seguintes livros: Bewußtsein und Erzählungen der Moderne im Werk Fernando Pessoas (Peter Lang, 1997), Kritisches Lexikon der Romanischen Gegenwartsliteraturen (5 vols., coed. com W.-D. Lange et al., G. Narr-Verlag, 1999), Non-Lyric Discourses in Contemporary Poetry (coed. com I. Lourido, Peter Lang, 2012), Lupe Gómez: libre e estranxeira – Estudos e traducións (Frank & Timme, 2013), “O que transformou o mundo é a necessidade e não a utopia” – Estudos sobre utopia e ficção em José Saramago(Frank & Timme, 2014). Coordenou a edição de O Poético e o Político, nº 11 da eLyra — Revista da Rede Internacional Lyracompoetics (2018). Mais publicações podem ser consultadas em https://uvigo.academia.edu/BurghardBaltrusch.

Celia Pedrosa
Lyra
Célia Pedrosa é pesquisadora 1 do CNPq e professora associada de Literatura Brasileira e Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, onde coordena os Grupos de Pesquisa Poesia e contemporaneidade e Pensamento teórico-crítico do contemporâneo. Coordenou convênio CAPES-FCT entre a UFF e a Universidade do Porto e atualmente entre a UFF e a Universidade Tees de Febrero (Buenos Aires), integrando ainda equipe de convênio com a Universidade Nova de Lisboa. Tem publicados os livros Antonio Candido: a palavra empenhada (EdUSP/EdUFF) e Ensaios sobre poesia e contemporaneidade, além de, como organizadora, cinco coletâneas de ensaios sobre poesia e crítica contemporâneas.
Cláudia Pazos Alonso

Cláudia Pazos-Alonso é professora de Estudos Portugueses e de Gênero, na Universidade de Oxford e na Fellow of Wadham College. Os seus interesses de pesquisa variam amplamente em literatura lusófona dos séculos XIX e XX. As principais publicações de livros incluem “Antigone Daughters? Gênero, Genealogia e Política de Autoria na Escrita de Mulheres Portuguesas do século XX” (2011, com Hilary Owen), “Imagens do Eu na Poesia de Florbela Espanca” (1997) e volumes co-editados, como “Reading Literature in Portuguese“. Comentários em “Honra de Tom Earle” (2013), “Um Companheiro para a Literatura Portuguesa” (2009) e “Mais Perto do Coração Selvagem. Ensaios sobre Clarice Lispector”(2002). Juntamente com Fábio Mário da Silva, é responsável pelas recentes edições de Florbela Espanca (Estampa) e Judith Teixeira (Dom Quixote). Cláudia Pazos-Alonso está ainda a completar uma monografia provisoriamente intitulada “Pressing for Change: Francisca de Assis Martins Wood”, com as publicações periódicas do século XIX (1868-9) e modernas dos editoriais de Wood e da sua novela “Maria Severn”. Atualmente é co-diretora de mestrado em Estudos da Mulher em Oxford e vice-presidente da Associação Internacional de Lusitanos.

Ida Alves

idaalvesIda Alves é professora associada de graduação e pós-graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense-UFF, Niterói, Rio de Janeiro, desde 1993. Doutora em Letras (Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com tese defendida em 2000. Pós-Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1995) e pela Université Sorbonne Nouvelle – Paris III (2011- 2012, apoio CAPES – BRASIL). Coordena o Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana – NEPA-UFF. É Coordenadora de Pesquisa do Pólo de Pesquisa das Relações Luso-Brasileiras (PPLB), sediado no Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Coordenadora Adjunta da Área de Letras e Linguística na CAPES. Tem livros organizados sobre poesia portuguesa e brasileira, além de diversos capítulos de livros e artigos publicado em revistas brasileiras e estrangeiras, sobre poesia portuguesa moderna e contemporânea, crítica de poesia e, mais especificamente, sobre as relações entre linguagem poética e paisagem na poesia portuguesa e brasileira moderna e contemporânea. É pesquisadora-bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa – CNPq – Brasil e integra o grupo internacional de pesquisa sobre linguagem poética e visualidade LyraCompoetics, com sede no Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Universidade do Porto.

Joana Matos Frias

Joana Matos Frias é Professora Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Retórica. Pertence à rede internacional de pesquisa em poesia LyraComPoetics, e é colaboradora do grupo «Poesia e contemporaneidade», sediado na Universidade Federal Fluminense e coordenado pelas Professoras Doutoras Célia Pedrosa e Ida Alves. Autora do livro O Erro de Hamlet: Poesia e Dialética em Murilo Mendes (7letras, 2001) — com que venceu o Prémio de Ensaio Murilo Men¬des —, responsável pela antologia de poemas de Ana Cristina César Um Beijo que Tivesse um Blue (Quasi, 2005), co-responsável (com Luís Adriano Carlos) pela edição fac-similada dos Cadernos de Poesia (Campo das Letras, 2005), e co-responsável (com Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo) pela antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010), publicou em 2014 os volumes de ensaios Repto, Rapto e Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português (Porto, Afrontamento). Tem dedicado uma parte da sua vida académica e crítica ao âmbito da Estética Comparada e da Literatura e Intermedialidade, com aplicações específicas aos campos da poesia portuguesa e brasileira moderna e contemporânea.

João Pedro da Costa

jpcminJoão Pedro da Costa é doutorado em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais (Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Universidade de Aveiro, 2014) e licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2004). Nasceu em França (Mulhouse) e veio para Portugal aos dezanitos. Trabalhou com livros e discos enquanto concluía a sua licenciatura e depois viveu da escrita para a televisão (MTV Portugal), rádio (Antena 3), cinema (documentário É Dreda Ser Angolano da Rádio Fazuma) e a Web (blogues e outras redes sociais). Tem obra publicada e premiada nacional e internacionalmente na área da Literatura em Português e Francês. Actualmente, colabora com grande entusiasmo com a malta do Musikki e é um dos editores-fundadores da revista electrónica de estudos e práticas interartes ESC:ALA e redactor do portal Rimas & Batidas. A sua área de investigação incide sobre as possibilidades interdisciplinares dos Estudos Literários no campo da mediação tecnológica, a comunicação videomusical e a música popular. Gaba-se muito de ser maratonista.

Leonardo Gandolfi

Leonardo Gandolfi é professor de Literatura Portuguesa da Universidade Federal de São Paulo.
Publicou, entre outros, os livros de poemas “A morte de Tony Bennett” (2010) e “Escala Richter” (2015).

Luciana di Leone

Luciana di Leone é professora adjunta do departamento de Ciência da Literatura na Universidade Federal de Rio de Janeiro. Desenvolve pesquisa sobre Teoria da Literatura, Filosofia da Linguagem e Poesia contemporânea do Brasil e da Argentina. Participa do grupo de pesquisa “Poesia e contemporaneidade”, coordenado pelas professoras Ida Alves e Celia Pedrosa (UFF). Publicou os livros Ana C.: as tramas da consagração (7letras, 2008), Poesia e escolhas afetivas (Rocco, 2013); organizou com Florencia Garramuño e Gonzalo Aguilar, Experiencia, cuerpo y subjetividades. Literatura brasileña contemporánea (Beatriz Viterbo Editora, 2007) e com Susana Scramim, Ler Drummond hoje (Rafael Copetti, 2014). Forma parte do Conselho Editorial de várias revistas acadêmicas, entre elas El jardín de los poetas. Revista de teoria y crítica de poesia latinoamericana. Atua como tradutora de narrativa, poesia e ensaios nas áreas das ciências humanas e artes desde 2006.

Luiz Fernando Valente

luizNatural do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Valente foi educado no Brasil e nos Estados Unidos. Atualmente é Professor Titular de Estudos Portugueses e Brasileiros e Literatura Comparada na Brown University. É autor de Mundivivências: leituras comparativas de Guimarães Rosa (2011), História e ficção: convergências e contrastes (2002), e mais de oitenta capítulos de livro, artigos em revistas acadêmicas e ensaios em obras de referência. Seu ensaio “History, Fiction and National Identity in J. U. Ribeiro’s An Invincible Memory and R. Coover’s The Public Burning” foi premiado pela Seção Brasileira da Latin American Studies Association (LASA) como o melhor artigo sobre o Brasil publicado numa revista acadêmica norte-americana em 2011. Seus interesses incluem: 1. A prosa brasileira dos séculos XIX e XX, com ênfase nas obras de José de Alencar, João Guimarães Rosa, João Ubaldo Ribeiro, Euclides da Cunha, e Lima Barreto; 2. A intersecção entre a ficção e a história; 3. A construção da identidade nacional e a representação da nação; 4. A Literatura Comparada, especialmente o romance histórico contemporâneo e a Literatura das Américas; 5. A teoria literária, especialmente a narrativa; 6. A poesia brasileira desde 1945. O Professor Valente é co-editor de Brasil/Brazil: A Journal of Brazilian Literature, e membro dos conselhos editorias de Journal of Lusophone Studies, Portuguese Cultural Studies, SOLETRAS, e Aletria: Revista de Estudos de Literatura. Participa ativamente de várias organizações profissionais, tendo sido Presidente da American Portuguese Studies Association (APSA) e da Northeastern Association of Brazilianists (NAB), e servido nos Comitês Executivos da Association of Departments of Foreign Languages (ADFL) e da Brazilian Studies Association (BRASA). De 2003 a 2012 o Professor Valente foi Director do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University.

Luis Maffei
Margalida Pons

ponsProfessora de literatura catalã e de teoria da literatura na Universidade das Ilhas Baleares. Doutora pela Universidade de Barcelona (1993), realizou estudos de literatura comparada em Indiana University (1993-1996) e entre 2009 e 2011 esteve como professora convidada nas universidades de Brown e de Stanford. É autora dos ensaios Blai Bonet: maneres del color (1993), Els poetes insulars de postguerra (1998) e Corrents de la poesia insular del segle xx (2010). Publicou vários estudos sobre poesia catalã contemporânea (sobre autores como Blai Bonet, Andreu Vidal, Perejaume), coeditou os volumes (Des)aïllats: narrativa contemporània i insularitat a les Illes Balears (2004, sobre literatura e insularidade) e Literatura i cultura: aproximacions comparatistes (2009, sobre aplicações da literatura comparada). A sua linha de investigação actual centra-se nas poéticas da rutura de âmbito catalão. Neste domínio, editou o volume Textualisme i subversió: formes i condicions de la narrativa experimental catalana (2007), e coeditou, entre outros títulos, Poètiques de ruptura (2008), Transformacions. Literatura i canvi sociocultural dels anys setenta ençà (2010), Llenguatges teòrics i relacions interartístiques (2010), Lírica i deslírica. Anàlisis i propostes de la poesia d’experimentació (2012) e Poètiques liminars (em prensa). Dirige na UIB o grupo de investigação LICETC.

Mathilde Ferreira Neves

mathildeMathilde Ferreira Neves trabalha nas áreas de cinema e literatura. Com bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, doutorou-se na FLUP – a sua tese intitula-se “O que (nos) resiste? O gesto espectrográfico em Pedro Costa, Claudio Parmiggiani e Joaquim Manuel Magalhães” (2018) . Foi co-fundadora e editora da revista electrónica de estudos e práticas interartísticas ESC:ALA (entre 2014 e 2017). É autora do livro Marguerite Duras – O cinema da escrita | A escrita da voz | A voz do cinema (Afrontamento/2013), que reproduz a sua tese de Mestrado na FLUP. Co-realizou a curta-metragem sobe, adensa, esgarça, desce, estreada no Festival Indie Lisboa 2007. Viajou três meses pela China, com bolsa da Fundação Oriente, para desenvolver um projecto de escrita e imagem (2005) – ainda em curso. Com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, completou o estágio de documentário dos Ateliers Varan, em Paris e realizou o documentário Gaëtan (2003). Licenciou-se em Ciências da Comunicação – variante Cinema na FCSH-UNL (2001).

Pablo Simpson

Pablo Simpson obteve, em 1998, a graduação em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil. Em 2000, obteve o grau de Mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil, com a tese Os sentidos da depuração na poesia de Castro Alves. Em 2006, obteve o grau de Doutor em Teoria e História Literária, com período sanduíche na Université Marc Bloch – Strasbourg II, com a tese Rastro, hesitação e memória: o lugar do tempo na poesia de Yves Bonnefoy. Em 2008, fez um Pós-doutoramento em Literatura Geral e Comparada pela Université Paris III – Sorbonne Nouvelle e em 2010 fez um Pós-doutoramento em Literatura Geral e Comparada pela Universidade de São Paulo (USP), Brasil. Entre 2010-2012, foi leitor de Língua e Civilização Brasileira na Université de Yaoundé, República dos Camarões.
Autor de O Rumor dos cortejos: poesia cristã francesa do século XX (Ed. Unifesp, 2012), responsável pela Antologia da poesia árcade brasileira (Companhia Editora Nacional/Lazuli, 2007), co-organizador (com Luiz Dantas) da edição de Espumas flutuantes e Os Escravos de Castro Alves (Martins Fontes, 2000) e (com Pedro Marques e Cristiane Siniscalchi) da Antologia da poesia romância brasileira (Companhia Editora Nacional/Lazuli, 2007). Editou as revistas de poesia Duas águas com o poeta Roberval Pereyr, e Lagartixa, com Caio Gagliardi e Pedro Marques. Traduziu autores como Georges Bernanos, Louis-René des Forêts e Engelbert Mveng. Tem publicado ensaios dedicados a Yves Bonnefoy, Pierre Jean Jouve, Murilo Mendes, Marília Garcia, Castro Alves, Mário de Andrade, Max Jacob, Maria Lúcia Alvim, Roberval Pereyr, Roger Bastide, Sílvio Romero e Michel Collot.
Áreas de pesquisa: Literaturas francesa e brasileira dos séculos XIX ao contemporâneo; Literatura e religião; Teorias poéticas e estéticas; Poesia negra; Tradução.

Paulo de Medeiros

Paulo de Medeiros é Professor Catedrático de Literatura Comparada na Universidade de Warwick. Em 2011-2012 foi Keeley Fellow no Wadham College, da Universidade de Oxford. Integra, como Honorary Fellow o Instituto de Línguas Modernas da Escola de Altos Estudos da Universidade de Londres. Publicou Pessoa’s Geometry of the Abyss: Modernity and the Book of Disquiet (Oxford: Legenda, 2013) e O Silêncio das Sereias: Ensaio sobre o Livro do Desassossego (Lisboa: Tinta da China, 2015).

Pedro Eiras

peirasPedro Eiras é Professor de Literatura Portuguesa na Universidade do Porto, Investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, Membro da Rede de Pesquisa Internacional LyraCompoetics. Desde 2005, publicou diversos livros de ensaios sobre literatura portuguesa dos séculos XX e XXI, estudos interartísticos, questões de ética. Entre os mais recentes: O Riso de Momo – Ensaio sobre Pedro Proença (2018), […] – Ensaio sobre os Mestres (2017), Platão no Rolls-Royce – Ensaio sobre literatura e técnica (2015), Constelações – Ensaios comparatistas (2013), Os Ícones de Andrei – Quatro diálogos com Tarkovsky (2012). Com Esquecer Fausto (2005) ganhou o Prémio Pen Clube Português de Ensaio. Presentemente, desenvolve pesquisas sobre a representação e o imaginário do fim do mundo.

Pedro Serra

pedrosPedro Serra (1969) possui Mestrado em Estudos Anglo-Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa (1994) e Doutoramento em Filologia pela Universidade de Salamanca (1997). Desde 2000, é Professor Associado na Universidade de Salamanca, Departamento de Filologia Moderna, onde lecciona principalmente literatura portuguesa e brasileira. Os seus campos de ensino incluem literatura portuguesa barroca e poesia portuguesa contemporânea. Tradutor para a língua portuguesa do livro seminal de Edward W. Saïd, Orientalismo. Os seus livros mais recentes incluem Estampas del Império. Del barroco a la modernidad tardía en Portugal (2013), Devastación de sílabas (2013) e Imagens Achadas. Documentário, Política e Processos Sociais em Portugal (2014). Coorganizador de Século de Ouro. Antologia Crítica da Poesia Portuguesa do Século XX (2002), e coautor da edição crítica de O Hissope. Poema Herói-cómico de António Dinis da Cruz e Silva, os seus artigos foram publicados em revistas especializadas, como a Colóquio/Letras, Santa Barbara Portuguese Studies, Românica, Remate de Males, Tropelías, Portuguese Literary and Cultural Studies e CLCWeb, entre outros. Desde 2015, é o editor da Revista de Estudios Portugueses y Brasileños. Professor Visitante na Universidade da Califórnia-Santa Barbara durante o Outono de 2001, e na Universidade de Campinas (Unicamp, SP, Brasil) durante o segundo semestre de 2006 e o primeiro semestre de 2013. Investigador, entre outros, do Seminario Discurso Legitimación Memoria (Salamanca), do Centro de Literatura Portuguesa (Coimbra) e do grupo LyraCompoetics (Porto). Coordenador do Grupo de Investigación Reconocido en Estudios Portugueses y Brasileños (Salamanca). Sub-director do Departamento de Filologia Moderna, onde também coordenou o Programa de Doutoramento em Filologia Moderna. Actualmente, coordena o Grado en Estudios Portugueses y Brasileños (Salamanca) e é responsável pela ‘Área de Filología Gallega y Portuguesa’ do Departamento de Filologia Moderna da Universidade de Salamanca.

Piero Ceccucci
Rita Novas Miranda

ritamRita Novas Miranda desenvolve actualmente o seu doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com acolhimento do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, sobre as relações entre imagem e escrita nas obras de Herberto Helder e de Jean-Luc Godard, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Licenciou-se em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2007), e é mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2009), com a dissertação Percursos da Imagem: relações entre imagem poética e imagem cinematográfica em Herberto Helder e Jean-Luc Godard. Programou os ciclos de cinema A Palavra contra a imagem? (2009) e De Pedra onde o cinema se desfaz (2010) na Livraria Trama em Lisboa. Em 2010, integrou a equipa do eixo programático República das Letras, da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR). Publicou, entre outros, os artigos “Herberto Helder e Jean-Luc Godard: sobre a visibilidade e a legibilidade das imagens”, in Soldado aos laços das constelações: Herberto Helder, São Paulo, Lumme Editor (2011); “Uma escrita para ver”, in Textos e Pretextos, nº17 (2012); “O Ensaio enquanto gesto: Passion e Scénario du film Passion, de Jean-Luc Godard”, in Atas do III Encontro Anual da AIM (2014); “Mínimo movimento, máxima expressão: sobre Hotel Monterey, de Chantal Akerman”, in ESC:ALA, n.º 1 (2014); “Aurélia Steiner (Vancouver): signer l’image”, in Marguerite Duras: palavras e imagens da insistência, ILCMG (2015). No Instituto de Literatura comparada Margarida Losa, integra o grupo LyraCompoetics e é co-editora da revista electrónica de estudos e práticas interartísticas ESC:ALA. É também colaboradora do Laboratório de Estudos Literários Avançados (FCSH-UNL).

Rosa Maria Martelo

rosamRosa Maria Martelo é professora associada com agregação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora principal do Grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, a cuja Direcção pertence. Doutorada em Literatura Portuguesa, tem privilegiado o estudo da poesia portuguesa e das poéticas modernas e contemporâneas. No âmbito da Literatura Comparada e dos Estudos Interartísticos, os seus trabalhos têm-se centrado nas relações palavra/imagem, particularmente nos diálogos da poesia moderna e contemporânea com o cinema. Algumas publicações no âmbito do ensaio: A Forma Informe – Leituras de Poesia (2010), Prémio Jacinto do Prado Coelho, O Cinema da Poesia (2012), Prémio Eduardo Prado Coelho/APE e Prémio Pen Clube. Co-organizou, com Joana Matos Frias e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010). Faz parte da Rede de Pesquisa Internacional LyraCompoetics e dirige com Paulo de Medeiros a revista eLyra. Uma pequena selecção de trabalhos seus pode ser encontrada aqui.

Sofia de Sousa Silva

sofiasousaSofia de Sousa Silva é professora de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É doutora em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com a tese Reparar brechas: a relação entre as artes poéticas de Sophia de Mello Breyner Andresen e Adília Lopes e a tradição moderna, e mestre pela mesma universidade com a dissertação Um viés da ética na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. Tem centrado seus estudos na poesia portuguesa moderna e contemporânea, investigando sobretudo a relação com a tradição (clássica ou moderna), vem publicando artigos em revistas especializadas e colaborando em volumes coletivos com capítulos sobre Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Ruy Belo e Adília Lopes. É membro do conselho da Cátedra Jorge de Sena para Estudos Literários Luso-Afro-Brasileiros, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integrou a equipa brasileira do projeto Novas Cartas Portuguesas: 40 anos depois, e integra a rede internacional de pesquisa sobre linguagem poética LyraCompoetics, com sede no Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Universidade do Porto.